Ciranda Elétrica

No verão de 2005, uma mudança no cenário musical pode ser considerada um marco de revitalização na cultura local de Paraty: a Ciranda Elétrica. Mistura da música caiçara com elementos como guitarra, baixo, bateria e uma percussão diversificada atualizaram a tradição e lançaram a proposta de um olhar contemporâneo sobre o som da ciranda de Paraty, (re)paginando e reencantando costumes . Levando a mensagem da importância de resgatar e manter vivas as tradições, o grupo participou da gravação do cd Dias de Caiçara e do documentário Teu Canto de Praia, da Dialeto Latim America.

Integrantes: Maguinho na voz e cavaco; Levi na voz, violão e pandeiro; Leandro na voz e percussão; Maguela na guitarra; Pablo no contrabaixo e Felipe Bulé na bateria.

Contato e Informações com Leandro Campelo 24 9916.0739/ 24 3371.8209


"Essas informações fazem parte do levantamento realizado pelos próprios grupos juntamente com Grupo Gestor Mar de Cultura para elaboração de um folheto da Cirandas de Paraty!"

Os Caiçaras

O grupo de Cirandeiros “Os Caiçaras” surgiu em 1993, em uma brincadeira entre irmãos e amigos na Festa do Divino Espírito Santo quando Marly de Barros, que apresenta o Show de Calouros da festa, pediu a Leônidas Passos (fundador do grupo) que fizesse uma apresentação, ele então teve a idéia de tocar uma ciranda. Na época existiam apenas 2 grupos e o interessante é que ninguém mais sabia tocar ciranda.
A primeira formação era composta por Edílson Pádua, Antonio Carlos Passos, José Renato Passos, Leônidas Passos, Sergio Márquez, Cezar Viana (Nego), Marcos Luis Porto (Dudu  do Baiaco). O grupo chegou a ter 16 componentes mas atualmente são 10 membros: Sr Julinho no cavaco, Amélio no pandeiro, Zé Malvão na viola, Maneco no pandeiro, Adail no cavaco, Leônidas no violão,  Fred na viola, Vicente no violão, Bené no violão e Edílson na timba.

Contato: Leônidas Passos 24 9913.0851/ 24 7812.2762/ Id 120*82815





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Grupo Sete Unidos Cirandeiros de Paraty

Fundado em 1970 por Sr. Benedito Ricardo de Jesus (Sr. Ditinho) e Sr. Benedito Bento (Sr. Dito do Pandeiro) de uma conversa entre os dois cunhados, onde surgiu a idéia de trabalhar músicas folclóricas de Paraty.
A escolha do nome do grupo, Sete Unidos, se deve ao fato de todos serem parentes e terem aprendido a tocar os instrumentos e tomado gosto pela música com seus pais.
Ao todo são quarenta anos de tradição, levando alegria e diversão por toda a região da Costa Verde, e ainda com algumas apresentações em outros estados, como por exemplo São Paulo e Santos assim como o Grande Rio.

O grupo é composto por Sr. Ditinho na viola, Sr. Dito no pandeiro, Sr. João Bento no 1º cavaquinho, Sr.Joãozinho no 2º cavaquinho, Sr. Cantarelle no violão, Sr. Détinho no bandolim e Sr. Ricardinho na timba.

Contato: Sr Benedito Ricardo 24 3371.0209

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OS COROAS CIRANDEIROS

O grupo “Os Coroas Cirandeiros” é o mais antigo de Paraty, sendo que o mestre Verino e o mestre Benedito tocam juntos há mais de 40 anos. Além da Ciranda, o grupo também “faz” a Folia de Reis, percorrendo as casas de Paraty. Atualmente o grupo é formado por 6 componentes, sendo três irmãos: Mestre Verino – bandola, Delmiro – timba, Zizi – violão, Mestre Benedito - adulfo (pandeiro), Cabral - viola de dez cordas e Jarbas – cavaquinho. Em 1998 o grupo lançou o primeiro CD de Ciranda de Paraty, com produção e direção do músico caiçara Luiz Perequê.

Contato: Mestre Verino 24 3371.2851, Mestre Benedito 24 3371.3987/ 9977.0472 e Cabral 24 3371.4038/ 24 9959.9149 cabralparaty@yahoo.com.br


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Grupo de Danças Folclóricas de Tarituba - GDFT

Fundado em 1975 pela iniciativa do saudoso Mestre Chiquinho e moradores mais antigos da Tarituba (distrito de Paraty) que uniram seus familiares, parentes e amigos para divulgar as danças seculares de seu povoado, localizado no sul fluminense do estado do Rio de Janeiro.
Há mais de 150 anos esse baile típico popular acontece na comunidade de Tarituba, através da poesia e do som da Ciranda, Tontinha, Caboclo Velho, Caranguejo, Arara entro outras.
Desde a sua fundação, há mais de trinta anos, o GDFT vem apresentando suas danças em variados eventos para autoridades, estudiosos e populares. Tem sido também objeto de estudo de importantes representantes do saber universitário de cultura popular, como as professoras Cássia Frade (UERJ) e Eleonora Gabriel (UFRJ). Já produziu um disco de vinil com apoio da Funart, um livro-cd com apoio de amigos solidários da nossa cultura e da Prefeitura de Paraty.

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Grupo Folia de Reis “Estrela do Oriente”

O grupo foi fundado por Niltom de Aguiar, mais conhecido por Niltom “Piranha”, entusiasta de nossa cultura de raiz que participou de varias folias. Reuniu um grupo e em 27 de setembro de 2007 foi fundado o grupo de Folia de Reis “Estrela do Oriente”, formado por: João Benedito dos Remédios (Paciência), Benedito Anastácio (Ditinho), José Zito (Zizi) mestre de folia, Benedicto Manuel (Diquinho), Osmar Farias, Hilda Alves, D. Perolina, Maria das Graças e D. Lea.
Desde o início o grupo se apresentado em diversos eventos ligados à Secretaria de Turismo e Cultura de Paraty, à Igreja e a particulares em todo o município e vizinhança, inclusive em uma gravação do programa “Mais Você” de Ana Maria Braga da Rede Globo.
Atualmente o grupo é composto por Zizi Mestre no cavaco, João Paciência contra mestre no pandeiro, Nilton Piranha tripe no pandeiro, Ditinho no violão e Alvinho na timba.

Contato: Niltom Aguiar 24 9246.6177 e Zizi 24 3371.6272


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CIRANDA PARATY CIRANDA

A ciranda, popularmente caracterizada por danças de roda, é tradição em diversos cantos de nosso Brasil, se moldando com faces específicas nos diferentes cenários culturais do desenvolvimento do país.

Os dicionários, em geral, apresentam para ciranda as definições abaixo:
1. Plano inclinado de madeira com fundo de ralo para limpar areia, cal, etc., do cascalho que traz junto.
2. Joeira.
3. Espécie de dança popular.
(http://www.priberam.pt/default.aspx)

Na bela cultura paratiense a ciranda que roda e encanta moradores e visitantes reflete a origem cultural caiçara (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cai%C3%A7ara), com traços expressivos da colonização brasileira: remete às danças européias de salão, às palmas e batidas indígenas, à alegria e resistência africana.
Contextualizando, a comunidade caiçara define-se por “(..) povoamento que originou-se nos interstícios dos grandes ciclos econômicos litorâneos do período colonial, fortalecendo-se quando essas atividades voltadas para a exportação entraram em declínio” (DIEGUES), acarretando um isolamento geográfico, forte fator na definição e especificação dessa cultura e modos vivendi tão peculiares.
Nesse cenário, ressaltam-se hábitos culturais comuns que unem as diversas comunidades do universo caiçara do sul do Rio de Janeiro ao norte do Paraná. Dentre eles as danças e músicas típicas, que recebem nomes diferentes de acordo com a região, mas possuem características semelhantes. Destacam-se os nomes fandango e ciranda, que generalizam, mas se desdobram em outras danças, como as chamarritas e os dandãos no caso do fandango e o arara e o caranguejo no caso da ciranda, entre outros.
O fandango abrange SP e PR, e a ciranda caiçara é exclusiva em Paraty. Segundo Diuner Mello, importante pesquisador paratiense, o que atualmente se conhece como Ciranda em Paraty era antigamente chamado de Chiba, e que nada mais era do que um baile da roça. Estes bailes duravam toda a noite e as pessoas executavam diversos tipos de danças. Com o progresso chegando os bailes da roça desapareceram. Mas, a Ciranda ainda é uma dança bastante popular em Paraty. Presencia-se essa tradição nas festas religiosas e eventos culturais da cidade, quando os grupos são contratados. Nos tempos da roça, ou dos antigos como dizem os cirandeiros, tocava-se por um mutirão ou alguma comemoração, mas essa realidade não é mais compatível.

O registro de áudio mais antigo que se tem acesso é uma gravação de cirandas tocadas pelo mestre Antonio Marcolino, na década de 50.
Atualmente destacam-se na cidade cinco grupos:
Os Coroas Cirandeiros de Paraty, o mais antigo, com aproximadamente 40 anos.
Os Sete Unidos
Os Caiçaras

Ciranda de Tarituba, revitalizada por trabalho desenvolvido pela Companhia Folclórica do Rio - UFRJ, nos fins da década de 80.
Ciranda Elétrica, grupo mais jovem, que desde 2005 apresenta a proposta de um olhar contemporâneo sobre o som da ciranda de Paraty, com elementos do rock‘n roll, como guitarra e baixo, e percussão diversificada; vem (re)paginando a tradição caiçara e reencantando costumes que vinham adormecendo, pois recriou o elo com a juventude.

Para entender de fato a magia da Ciranda de Paraty só mesmo participando de um baile! Venha a Paraty e faça parte dessa roda... Sinta na alma a cultura caiçara!!

(Texto escrito para www.conciergeparaty.com)

Ciranda em Paraty

O que atualmente se conhece como Ciranda em Paraty era antigamente chamado de Chiba, e que nada mais era do que um baile da roça. Estes bailes duravam toda a noite e as pessoas executavam diversos tipos de danças.

CIRANDA
Dança de roda, cavalheiros por fora e damas por dentro, que desenvolve sua evolução na marcação do cantador.
É costume que os músicos fiquem dentro da roda para melhor organizar a dança. Durante o canto marcam-se as evoluções: "Balanceia", "volta e meia volta", "trocar de par", "continuar com o mesmo par", "olha a chuva", "olha a cobra", "é mentira", etc.
Homens e mulheres postados em volta da roda de dançadores aguardam o tumulto e a confusão criada pelos comandos "troca de par e mesmo par" para se misturarem aos dançadores e lhes roubar o par.

CANA-VERDE-DE-MÃO
Dança de origem portuguesa com características próprias no Brasil que a diferencia. Formam-se grupos de dois pares que, ao som da música, fazem evoluções: os homens dão uma volta em torno de sua dama tomando-a pela mão e em seguida se dirigem à dama do outro par e fazem a mesma evolução em sentido contrário. Dependendo da habilidade dos pares as evoluções podem ser mais aceleradas, mais lentas ou mesmo evoluir sem se tocar e à grandes distâncias.

CANA-VERDE-VALSADA
Os pares dançam abraçados fazendo evoluções normais de uma valsa.

CANOA
Música valsada na qual os pares dançam juntos por todo o tempo.

ARARA
É a mesma dança da Canoa na qual um dançador, sozinho e de chapéu à cabeça passeia entre os pares e na marcação do cantador: “Olha o arara, olha o arara, passa pra outro que o arara vai ficar”, coloca o chapéu na cabeça de um rapaz e passa a dançar com a sua dama. Assim a dança vai se repetindo e o último a ficar com o chapéu e sem dama é o arara, ou seja, o bobo.

MARCA DE LENÇO
É igual a dança do Arara, só que desta vez é uma mulher que fica sem par e leva sobre seus ombros, um lenço. Ao canto do estribilho coloca o lenço sobre o ombro de outra mulher e lhe toma o par para dançar.

FELIPE
É uma dança em que os pares evoluem pelo salão abraçados até que ao canto do refrão: “Quá, quá, quá, quá, quá, namora Felipe que não faz má”, os pares se separam e a dama segurando a mão do par, gira em volta de si mesma e torna a se abraçar com ele.

CARANGUEJO
Dança de roda na qual os pares dão-se as mãos, alternando-se homem e mulher, rodando pelo salão e obedecendo a marcação do cantador, batem os pés e as mãos, se enlaçam, rodam e os homens passam, adiantam-se para dançar com a dama à sua frente. Durante a evolução os dançadores evoluem para o centro e para fora da roda à marcação de “Olha a onda”.

Do livro "Roteiro do Visitante" de Diuner Mello, 2 edição, revista e ampliada Paraty, 2002.

Fonte http://www.ihap.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=70&Itemid=90